Para psicólogos e estudantes de Psicologia

Supervisão clínica

Supervisão não é o lugar onde alguém te diz o que fazer com o caso. É onde você consegue escutar o que estava escapando — inclusive o que o caso mexe em você.

  • CRP 06/167219
  • Mestra pela UNIP
  • Individual ou em grupo
Laiane Andreoleti, psicóloga clínica e supervisora, sentada diante de uma estante de livros em seu consultório.
Laiane Andreoleti · CRP 06/167219

Resposta direta

Supervisão clínica é o espaço em que um psicólogo leva os seus atendimentos para pensá-los com outro profissional. Não é aula, não é terapia e não é auditoria: é um trabalho sobre a escuta de quem escuta.

Atendo psicólogos formados e estudantes em estágio, em supervisão individual ou de grupo, de orientação psicanalítica — presencial em Ribeirão Preto ou online. Sou psicóloga clínica (CRP 06/167219) e mestra em Práticas Institucionais em Saúde Mental pela UNIP.

O que se trabalha em supervisão

Quem está começando costuma chegar com a pergunta “o que eu faço com esse paciente?”. É uma pergunta legítima — mas quase nunca é a mais produtiva. O que a supervisão permite é justamente sair da urgência da conduta e olhar para o que está acontecendo na relação clínica.

  • Condução do caso — o que está em jogo, o que se repete, o que ainda não foi escutado.
  • Manejo — enquadre, faltas, atrasos, silêncios, pedidos fora de sessão, fim de processo.
  • Transferência e contratransferência — o que o caso mobiliza em você, e o que isso informa sobre o caso.
  • Ética — sigilo, limites, encaminhamento, situações de risco, relação com a família e com a instituição.
  • Sua posição clínica — que tipo de analista você está se tornando, e por quê.

Formatos disponíveis

  • Supervisão individual — encontros regulares, só sobre os seus casos. Ritmo e frequência combinados conforme a sua demanda e o volume de atendimentos.
  • Supervisão em grupo — um número reduzido de profissionais que apresentam casos e escutam os casos dos colegas. Rende mais do que parece: boa parte do aprendizado vem de escutar o impasse do outro.
  • Mentorias teórico-clínicas — quando a demanda é de aprofundamento em um tema específico, e não de acompanhamento de casos.

Presencial no consultório do Alto da Boa Vista, em Ribeirão Preto, ou por videochamada — veja supervisão clínica online.

Para quem é

  • Psicólogos recém-formados montando os primeiros atendimentos particulares.
  • Psicólogos experientes que querem retomar a supervisão, mudar de orientação teórica ou trabalhar um caso específico que travou.
  • Estudantes em estágio supervisionado que buscam supervisão externa, complementar à da faculdade.
  • Profissionais que atendem luto ou trabalham com morte, adoecimento e envelhecimento — meu campo de pesquisa.

Por que comigo

Supervisionar exige mais do que tempo de clínica: exige ter pensado sobre a própria prática de forma sistemática. Minha trajetória inclui a supervisão de estagiárias colaboradoras no Grupo Ideal Acolhe, a docência — ministro aulas e palestras para estudantes e profissionais — e a pesquisa acadêmica, com mestrado concluído na UNIP em 2025 e participação no grupo sobre Morte e Envelhecimento da PUC-SP. Ver a trajetória completa.

Supervisão não é terapia — e a diferença importa

Em supervisão, o material é o caso; em terapia, o material é você. As duas coisas se tocam, porque a clínica mexe com quem a pratica, e faz parte do trabalho reconhecer quando alguma coisa do supervisionando está atravessando o atendimento. Mas o lugar de tratar isso é a sua própria análise — e é comum que a supervisão ajude justamente a perceber essa necessidade. Por razões éticas, não sou supervisora e analista da mesma pessoa.

Sobre o sigilo dos casos

O material trazido para supervisão é protegido pelo mesmo sigilo profissional que rege o atendimento. Casos são discutidos sem elementos de identificação, e o que se fala no espaço de supervisão não sai dele.

Dúvidas frequentes

Preciso já ter pacientes para começar a supervisão?

Não necessariamente. Muitos profissionais procuram supervisão justamente no momento de montar a prática — para pensar enquadre, primeira entrevista, contrato, honorários e o modo de receber os primeiros casos. Se você já atende, melhor ainda: o trabalho parte do material real.

Qual a frequência dos encontros de supervisão?

É combinada conforme a sua demanda e o volume de atendimentos. Há quem precise de encontros semanais, especialmente no início da prática, e há quem trabalhe bem em ritmo quinzenal ou mensal. Isso é definido no primeiro contato e pode ser revisto.

Supervisão em grupo funciona tão bem quanto a individual?

São experiências diferentes, não versões melhor e pior. A individual permite aprofundar continuamente os mesmos casos e acompanhar de perto o seu percurso. A de grupo acrescenta algo que a individual não dá: escutar os impasses dos colegas, o que costuma revelar pontos cegos da própria prática.

Sou estudante de Psicologia. Posso fazer supervisão externa?

Pode. Atendo estudantes em estágio supervisionado que buscam um espaço complementar ao da faculdade. É importante deixar claro que a supervisão externa não substitui a supervisão obrigatória do estágio, prevista pela instituição de ensino — ela se soma.

Você supervisiona casos de luto?

Sim, e é um dos motivos mais frequentes de procura. O luto é o eixo da minha pesquisa: mestrado com dissertação na área, especialização em curso pela INLUTO (Lisboa), pesquisa na PUC-SP e coordenação de grupos de acolhimento. Profissionais que atendem pessoas enlutadas, trabalham em hospitais ou lidam com cuidados paliativos costumam buscar supervisão justamente por isso.

Conteúdo informativo escrito por Laiane Paula Andreoleti (CRP 06/167219). Não substitui avaliação individual, diagnóstico ou tratamento. Em situações de urgência, procure o CAPS da sua região, o SAMU (192) ou o CVV (188, 24 horas, ligação gratuita).

Escutar sozinho por muito tempo cansa — e adoece a escuta.

Me escreva contando em que ponto da prática você está. A gente pensa o formato juntos.

Falar sobre supervisão

Em caso de emergência psiquiátrica, procure o CAPS mais próximo, o SAMU (192) ou o CVV (188, 24h, ligação gratuita).