Em resumo
A Comunidade Hibiscos é um grupo terapêutico online de mulheres, conduzido por videochamada, em que a literatura funciona como caminho de encontro e elaboração. É um espaço de acolhimento, escuta e fortalecimento.
Os contos de Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés, entram como mediadores simbólicos — ponto de partida da conversa, não resposta pronta. As turmas são fechadas e têm vagas limitadas. Datas e valores da turma vigente informo pelo WhatsApp (16) 98128-7210.
De onde nasceu
De duas coisas. Da minha pesquisa de mestrado na UNIP, sobre a potencialidade da literatura em grupo como ferramenta no cuidado ao luto e à saúde mental — dissertação aprovada em Comitê de Ética em 2025. E da convicção, construída na clínica, de que certas travessias pedem companhia.
Não é um clube de leitura, e não é um curso. É um grupo terapêutico, conduzido por psicóloga, em que o texto literário serve de porta de entrada para o que precisa ser dito.
Como funciona
- Online, por videochamada. Mulheres de qualquer cidade do Brasil podem participar.
- Grupo fechado. A turma começa e termina com as mesmas participantes — é isso que permite a confiança se construir.
- Vagas limitadas. Grupo pequeno o bastante para todas caberem na fala.
- Mediado pela literatura. Cada encontro parte de um conto ou trecho, que é lido e conversado.
- Conduzido por psicóloga — Laiane Andreoleti, CRP 06/167219, mestra em Práticas Institucionais em Saúde Mental.
Datas, dias, horários e valores variam de turma para turma. Informo tudo no primeiro contato pelo WhatsApp.
Por que a literatura
Porque falar de si na frente de outras pessoas é difícil — e falar de uma personagem, não. A hipótese que sustenta o trabalho, e que pesquisei no mestrado, cabe em uma frase: certas dores encontram passagem primeiro na história de outra pessoa, antes de conseguirem ser ditas na primeira pessoa.
Na prática, uma participante comenta o que aconteceu com a personagem do conto — e, três frases depois, está falando da própria vida sem ter precisado se anunciar. O texto faz o trabalho de abrir a porta. Veja mais em literatura e saúde mental.
Os contos de Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés, são os nossos mediadores simbólicos: entram na roda como ponto de partida, não como resposta.
Para quem é
Para mulheres que querem um espaço de escuta compartilhada — que sentem falta de um lugar onde não seja preciso explicar tudo desde o começo, nem administrar a reação de ninguém.
Não é preciso gostar de literatura, nem ter lido o livro, nem ter facilidade para falar em grupo. Também não é preciso estar em crise: muita gente procura o grupo justamente por perceber que anda sozinha demais com as próprias questões.
Grupo e terapia individual não são a mesma coisa
São experiências diferentes, e não excludentes. O grupo oferece algo que o atendimento individual não dá: deixar de se sentir a única pessoa vivendo aquilo, e escutar a própria questão pela boca de outra mulher. A terapia individual oferece profundidade e um espaço que é só seu.
Participar do grupo não substitui acompanhamento individual quando ele é necessário — e, quando for o caso, digo isso com clareza.
Sobre sigilo no grupo
O que se fala na roda fica na roda. Essa combinação é feita explicitamente com todas no primeiro encontro, e os encontros não são gravados. O sigilo profissional que rege o meu trabalho vale integralmente aqui.
Dúvidas frequentes
Preciso ter lido "Mulheres que Correm com os Lobos"?
Não. Os contos são lidos e trabalhados dentro dos encontros — não há leitura obrigatória prévia nem cobrança de quem leu ou não. Quem já conhece o livro costuma reencontrá-lo de outro jeito na roda.
Sou muito tímida para falar em grupo. Dá para participar?
Dá. Ninguém é obrigada a falar, e o silêncio de alguém não é tratado como problema a ser resolvido. É bastante comum que participantes passem os primeiros encontros mais escutando — e é justamente a mediação pela literatura que costuma facilitar a primeira fala, porque começar comentando uma personagem expõe menos.
Como faço para entrar na próxima turma?
Me escreva no WhatsApp (16) 98128-7210. Como as turmas são fechadas e têm vagas limitadas, a entrada acontece na abertura de cada nova turma. Informo datas, horários e valores da turma vigente diretamente no contato.
O grupo substitui a terapia individual?
Não. São trabalhos diferentes e podem caminhar juntos. Se durante o processo eu perceber que a sua demanda pede acompanhamento individual, converso com você sobre isso — inclusive orientando encaminhamento, quando for o caso.
Posso participar de qualquer cidade?
Pode. Os encontros são inteiramente online, por videochamada, e recebem mulheres de qualquer cidade do Brasil. O que se pede é o mesmo de qualquer atendimento online: internet estável e um lugar reservado, onde você possa falar sem ser ouvida.
Conteúdo informativo escrito por Laiane Paula Andreoleti (CRP 06/167219). Não substitui avaliação individual, diagnóstico ou tratamento. Em situações de urgência, procure o CAPS da sua região, o SAMU (192) ou o CVV (188, 24 horas, ligação gratuita).