Resposta direta
Não. Em um grupo terapêutico ninguém é obrigada a relatar a própria história — e a participação é sempre convite, nunca convocação.
Grupo terapêutico é um espaço clínico coletivo, conduzido por psicóloga, em que um número reduzido de pessoas se encontra com regularidade. O que ele oferece de específico é aquilo que a terapia individual não pode dar: deixar de se sentir a única pessoa vivendo aquilo, e reconhecer a própria questão na fala de outra.
Grupo ou terapia individual?
Não é uma escolha entre melhor e pior — são experiências diferentes, e muita gente faz as duas.
- A terapia individual oferece profundidade e um espaço inteiramente seu, no seu ritmo, sem dividir o tempo com ninguém. Veja psicoterapia para adultos.
- O grupo oferece o que nenhum atendimento individual alcança: a experiência de não estar sozinha naquilo. Escutar outra mulher dizer, com as palavras dela, algo que você achava que só acontecia com você — isso tem um efeito próprio.
Há também uma diferença prática: no grupo, o aprendizado vem tanto do que você fala quanto do que você escuta. Boa parte das participantes relata que os momentos mais importantes foram aqueles em que ficaram caladas.
O que acontece em um encontro
Na Comunidade Hibiscos, os encontros partem de um conto ou trecho literário, que é lido e conversado. A partir dali, a conversa vai para onde o grupo levar.
Não há dinâmica de exposição, não há rodada obrigatória de "conte seu caso" e não há tarefa. A mediação pela literatura existe justamente para que ninguém precise se anunciar: começa-se falando da personagem, e o que é próprio aparece quando aparece.
As combinações que tornam isso possível
- Grupo fechado. A turma começa e termina com as mesmas participantes — ninguém entra no meio. É isso que permite a confiança se construir.
- Vagas limitadas. Grupo pequeno o bastante para todas caberem na fala.
- Sigilo. O que se fala na roda fica na roda, combinado explicitamente no primeiro encontro. Os encontros não são gravados.
- Ninguém é obrigada a falar. Convite, nunca convocação.
- Condução profissional. Não é grupo de autoajuda nem clube de leitura: é conduzido por psicóloga registrada, CRP 06/167219.
Para quem costuma fazer sentido
- Para quem sente que anda sozinha demais com as próprias questões.
- Para quem já faz terapia individual e quer somar a experiência coletiva.
- Para quem atravessa uma transição — separação, maternidade, mudança de fase, luto.
- Para quem sempre foi o apoio dos outros e não sabe mais como é ser escutada.
- Para quem quer um espaço de mulheres, entre mulheres.
Como é online
Por videochamada, o que permite participação de qualquer cidade do Brasil. O que se pede é o mesmo de qualquer atendimento online: internet estável, fones de ouvido quando o ambiente não é totalmente privado, e um lugar reservado onde você possa falar — e chorar — sem ser ouvida. Veja terapia online.
Também conduzo grupos institucionais
Além da Comunidade Hibiscos, conduzo grupos de acolhimento e rodas de conversa em contextos institucionais e comunitários — formato do Grupo Ideal Acolhe e dos grupos do Programa Bem Viver, da Prefeitura de Ribeirão Preto. Veja oficinas e rodas de conversa.
Dúvidas frequentes
E se eu encontrar alguém conhecida no grupo?
Como o grupo é online e recebe mulheres de várias cidades, é pouco provável — mas, se acontecer, isso é conversado. O sigilo combinado vale para todas, e se alguma participante sentir que a presença de outra inviabiliza sua liberdade de falar, tratamos disso diretamente comigo, antes do início.
Quantas participantes tem cada turma?
As turmas são pequenas e com vagas limitadas — pequenas o suficiente para que todas tenham espaço de fala em cada encontro. O número exato de cada turma eu informo no contato, porque varia conforme a formação do grupo.
Por quanto tempo dura um grupo?
Cada turma tem um período definido, informado na abertura. Diferente da terapia individual, que é aberta, o grupo fechado tem começo e fim combinados — e esse contorno faz parte do que sustenta o trabalho.
Homens podem participar?
A Comunidade Hibiscos é um grupo de mulheres, e essa delimitação é parte do enquadre — não é uma restrição arbitrária, é o que constitui aquele espaço específico. Para atendimento individual, atendo adolescentes, adultos e idosos sem restrição.
Conteúdo informativo escrito por Laiane Paula Andreoleti (CRP 06/167219). Não substitui avaliação individual, diagnóstico ou tratamento. Em situações de urgência, procure o CAPS da sua região, o SAMU (192) ou o CVV (188, 24 horas, ligação gratuita).