Em resumo
Ministro palestras e formações de saúde mental para empresas — equipes, lideranças e áreas de gente —, presencialmente em Ribeirão Preto e região ou online para times distribuídos.
Os temas mais procurados são luto e perdas no ambiente de trabalho, sobrecarga e adoecimento, e os limites do papel da liderança diante do sofrimento de alguém da equipe. Tema, duração e formato são definidos com quem contrata.
Como eu abordo o tema
Vale ser direta sobre a diferença, porque ela é o motivo de a maioria das empresas me procurar. Boa parte do que se vende como saúde mental corporativa é, no fundo, treinamento de tolerância: técnicas para o funcionário administrar melhor uma pressão que ninguém pretende reduzir.
Meu trabalho parte de outro lugar. Sofrimento no trabalho não é falha individual de resiliência — é, quase sempre, um fenômeno com componente organizacional. Isso não significa transformar a palestra em denúncia: significa não devolver ao indivíduo a responsabilidade inteira por algo que ele não produziu sozinho.
Temas mais procurados
- Luto no ambiente de trabalho — o que a empresa faz quando morre alguém da equipe, ou alguém da família de um colaborador. É o tema em que tenho mais profundidade: veja palestras sobre luto.
- Os limites do papel da liderança — como acolher sem virar terapeuta do time, e como encaminhar sem parecer que está se livrando do problema.
- Sobrecarga e adoecimento — os sinais que aparecem antes do afastamento, e por que costumam ser ignorados.
- Ansiedade no trabalho — o que é esperado, o que pede atenção. Veja ansiedade.
- Quebrando o silêncio — por que ninguém fala que está mal em ambiente onde isso custa caro.
Para quem
- Equipes — encontro aberto, para sensibilizar e abrir conversa.
- Lideranças e gestores — grupo menor, foco no manejo prático de situações reais.
- Áreas de RH e gente — quem recebe a demanda e precisa saber o que fazer com ela.
- Equipes que lidam com morte no trabalho — saúde, assistência, socorro, serviços funerários.
- Servidores públicos — público com o qual trabalhei no Programa Bem Viver, da Prefeitura de Ribeirão Preto.
O que a empresa pode esperar — e o que não pode
Pode esperar: uma conversa honesta, linguagem sem jargão clínico, orientação prática sobre o que dizer e o que fazer, e clareza sobre onde termina o papel da empresa e começa o do profissional de saúde.
Não pode esperar: promessa de redução de afastamento, de aumento de engajamento ou de qualquer indicador. Seria desonesto prometer, e a ética profissional veda garantir resultado. Uma palestra não trata ninguém, e não substitui política institucional de cuidado.
Setembro Amarelo e datas de campanha
Campanhas sazonais funcionam melhor quando não são o único momento do ano em que o assunto aparece. Se a sua empresa quer marcar a data, ótimo — mas vale conversar sobre o que fica depois dela. Costumo propor isso já na primeira conversa.
Dúvidas frequentes
Vocês fazem palestra para o Setembro Amarelo?
Faço, e é uma das procuras mais frequentes do ano. Só costumo levantar um ponto na conversa inicial: uma ação isolada em setembro tem alcance limitado se o assunto desaparece nos outros onze meses. Vale pensar o que acontece depois da data — nem que seja um segundo encontro alguns meses adiante.
A palestra pode ser online para equipes em várias cidades?
Pode, e funciona bem para formatos expositivos. Para grupos menores com participação ativa — formação de lideranças, por exemplo — o presencial costuma render mais, porque as pessoas se expõem menos em videochamada com colegas.
Existe risco de constranger colaboradores que estão adoecidos?
Existe se a condução for descuidada, e é por isso que não trabalho com dinâmicas de exposição pessoal em ambiente corporativo. Ninguém é convidado a relatar a própria situação diante de colegas e chefia — o contexto de trabalho não oferece a segurança necessária para isso.
Vocês atendem depois que acontece algo grave na empresa?
Sim, e nesses casos o formato indicado geralmente não é palestra. Depois de uma morte ou de um evento crítico, rodas de conversa e grupos de acolhimento sustentam melhor do que uma apresentação. Me diga o contexto na primeira mensagem para eu propor o adequado.
Qual o valor?
Não há tabela fixa. Depende do formato, da duração, do número de encontros, do deslocamento e do trabalho de preparação para aquele público. Informo com clareza na proposta, depois da conversa inicial.
Conteúdo informativo escrito por Laiane Paula Andreoleti (CRP 06/167219). Não substitui avaliação individual, diagnóstico ou tratamento. Em situações de urgência, procure o CAPS da sua região, o SAMU (192) ou o CVV (188, 24 horas, ligação gratuita).