Luto e perdas · Formação institucional

Palestras sobre luto

Instituições costumam procurar esse tema por dois motivos: porque alguém morreu, ou porque perceberam que não sabem o que fazer quando alguém morre. Os dois são bons motivos.

  • Mestrado com pesquisa em luto
  • INLUTO — Lisboa (em curso)
  • Pesquisadora PUC-SP
Laiane Andreoleti sentada em uma poltrona no consultório, ao lado de uma estante com livros e certificados.
Laiane Andreoleti · CRP 06/167219

Em resumo

Conduzo palestras, aulas e oficinas sobre luto e perdas para empresas, instituições de saúde, escolas, universidades e equipes que lidam com morte no cotidiano do trabalho.

É a minha área de pesquisa: mestrado na UNIP com dissertação sobre cuidado ao luto, especialização em curso pela INLUTO (Lisboa), pesquisa no grupo sobre Morte e Envelhecimento da PUC-SP e dois capítulos publicados no livro Do Luto ao Sentido (2024).

Quando uma instituição precisa falar de luto

  • Morreu alguém da equipe — e ninguém sabe se fala, se cala, se manda e-mail, se faz minuto de silêncio.
  • Morreu alguém próximo de um colaborador — e a pessoa volta ao trabalho num silêncio constrangido que dura meses.
  • A equipe lida com morte no trabalho — hospitais, UTI, oncologia, cuidados paliativos, home care, funerárias, socorristas, assistência social.
  • Houve uma perda coletiva — um acidente, uma tragédia, a morte de um aluno.
  • Formação preventiva — preparar lideranças e docentes antes de precisarem, que é sempre a melhor hora.

O que costuma ser trabalhado

  • O que é luto, para além do senso comum das cinco fases — inclusive por que essa ideia atrapalha.
  • O que dizer e o que não dizer. A parte mais pedida, e a mais prática: por que "ele está num lugar melhor" e "seja forte" fecham a conversa, e o que abre.
  • Lutos que ninguém valida — perda gestacional, morte por suicídio, perda de animal, morte de ex-parceiro. Nas instituições, são justamente os que geram mais silêncio constrangido.
  • Os limites do papel de cada um. Um gestor não é terapeuta do time, e um professor não é terapeuta do aluno. Saber onde termina o acolhimento e começa o encaminhamento evita dano dos dois lados.
  • O luto de quem cuida — profissionais de saúde e educação acumulam perdas sem espaço para elaborá-las.
  • Rituais institucionais — o que faz sentido fazer, e o que costuma soar protocolar e ferir.

O cuidado que este tema exige

Numa palestra sobre luto, é praticamente certo que haja gente enlutada na sala — muitas vezes sem que ninguém em volta saiba. Isso muda a condução: não se trata o assunto como caso hipotético, não se usa história de terceiro como ilustração dramática, e não se termina o encontro com todo mundo mobilizado e sem lugar para ir.

Também digo com todas as letras, durante o encontro, que uma palestra não é tratamento — e oriento sobre onde buscar ajuda, inclusive na rede pública, com CAPS e CVV (188).

Formatos possíveis

  • Palestra de sensibilização — encontro único, público maior, para abrir a conversa.
  • Formação para lideranças — grupo menor, foco no manejo prático: o que fazer quando acontece.
  • Oficina — participação ativa, para equipes que lidam com morte no cotidiano. Veja oficinas e rodas de conversa.
  • Roda de conversa — formato circular, indicado quando o grupo já viveu a perda em comum.
  • Grupo de acolhimento continuado — encontros regulares, como os que coordenei no Grupo Ideal Acolhe e no Programa Bem Viver.

Se a morte foi recente

Quando a procura vem logo depois de uma perda na instituição, uma palestra raramente é a primeira coisa a fazer — um grupo de acolhimento ou uma roda de conversa costuma ser mais adequado. Me diga isso na primeira mensagem para eu propor o formato certo.

Laiane Andreoleti falando ao microfone em um palco, diante de uma projeção com o título "Demonstração no palco".
Falando sobre luto em um eventoNum público desse tamanho, é praticamente certo que haja gente enlutada na sala. É isso que muda a forma de conduzir.

Dúvidas frequentes

A palestra pode piorar as coisas, mobilizando a equipe?

É uma preocupação legítima e é exatamente por isso que a condução importa. O risco existe quando o tema é aberto sem manejo e encerrado sem fechamento. Trabalho justamente para o contrário: nomear o que já estava ali em silêncio, sustentar o que aparecer no encontro e terminar com orientação clara sobre onde buscar ajuda.

Serve para equipes de saúde que lidam com morte todo dia?

Serve, e é um dos públicos que mais procura. Profissionais de UTI, oncologia, cuidados paliativos e emergência acumulam perdas sem espaço para elaborá-las — e o discurso do profissionalismo muitas vezes ensina a não sentir. Para esse público, formatos com participação (oficina ou roda) costumam render mais que palestra frontal.

Atende demanda de escolas depois da morte de um aluno?

Sim, e é uma situação que pede cuidado específico, porque envolve estudantes, famílias e docentes ao mesmo tempo — cada um com uma necessidade diferente. Nesses casos, converso antes com a coordenação para desenhar o que fazer com cada grupo. Veja também palestras para escolas.

É possível fazer online?

É, e funciona bem para formatos expositivos e para equipes distribuídas em várias unidades. Para rodas de conversa e grupos de acolhimento depois de uma perda recente, o presencial costuma sustentar melhor — mas isso se avalia caso a caso.

Conteúdo informativo escrito por Laiane Paula Andreoleti (CRP 06/167219). Não substitui avaliação individual, diagnóstico ou tratamento. Em situações de urgência, procure o CAPS da sua região, o SAMU (192) ou o CVV (188, 24 horas, ligação gratuita).

A pergunta não é se alguém na sua equipe está de luto. É se ela tem onde falar disso.

Me conte o contexto da sua instituição e eu proponho o formato adequado.

Falar sobre uma palestra

Em caso de emergência psiquiátrica, procure o CAPS mais próximo, o SAMU (192) ou o CVV (188, 24h, ligação gratuita).