Atendimento individual · Pessoas idosas

Psicoterapia para idosos

Envelhecer não é um problema psicológico. Mas é um período de perdas acumuladas — e há muito poucos lugares onde falar disso sem ouvir que "é da idade".

  • CRP 06/167219
  • Pesquisadora em envelhecimento
  • Presencial e online
Laiane Andreoleti, psicóloga clínica e supervisora, sentada diante de uma estante de livros em seu consultório.
Laiane Andreoleti · CRP 06/167219

Em resumo

Atendo pessoas idosas em psicoterapia individual de orientação psicanalítica, presencialmente em Ribeirão Preto e online. É um campo em que trabalho por escolha e por formação: pesquiso no grupo sobre Morte e Envelhecimento da PUC-SP e coordenei grupos com servidores municipais ativos e aposentados no Programa Bem Viver, da Prefeitura de Ribeirão Preto.

Não é preciso ter um diagnóstico para começar, e nunca é tarde: não existe idade a partir da qual deixe de valer a pena elaborar a própria história.

O que se trabalha

  • Perdas acumuladas — cônjuge, irmãos, amigos, a geração inteira que vai ficando para trás. Veja luto.
  • Aposentadoria — o fim de um papel que organizava os dias e definia quem se era para os outros.
  • Adoecimento e corpo — dor, limitação, dependência, o medo de dar trabalho.
  • Lugar na família — a inversão de papéis com os filhos, a perda de autonomia nas decisões, a sensação de ter virado assunto em vez de interlocutor.
  • Solidão — que muitas vezes convive com uma casa cheia.
  • Revisão de trajetória — o que se fez, o que não se fez, o que ainda dá tempo, o que não dá mais.
  • A própria finitude — assunto que quase ninguém em volta aguenta escutar, e que muita gente idosa precisa muito falar.

O problema do "é da idade"

É a frase que mais impede pessoas idosas de receberem cuidado adequado. Tristeza persistente, insônia, isolamento e desinteresse não são consequências naturais de envelhecer — são sinais que merecem atenção, em qualquer idade.

Quando tudo é atribuído à idade, duas coisas acontecem: quadros tratáveis passam despercebidos, e a pessoa aprende a não falar, porque já sabe qual será a resposta.

Envelhecer não é só perder

Vale dizer isso com todas as letras, porque o discurso corrente sobre velhice costuma ser puro déficit. A vida adulta tardia também traz redução de certas cobranças, uma liberdade de dizer o que se pensa que não se tinha antes, e a possibilidade de olhar a própria história com uma perspectiva que só o tempo dá. Boa parte do trabalho clínico nessa fase é justamente sobre isso: o que ainda está aberto.

Como funciona na prática

  • Frequência: uma sessão semanal, com horário fixo. Em alguns casos o ritmo é ajustado conforme condições de saúde e deslocamento.
  • Presencial: no consultório do Alto da Boa Vista, em Ribeirão Preto.
  • Online: por videochamada, o que resolve o problema do deslocamento — veja como funciona. Se houver dificuldade com a tecnologia, um familiar pode ajudar a iniciar a chamada e sair antes de a sessão começar.
  • Sigilo: integral, inclusive em relação aos filhos. Pessoa idosa é sujeito da própria vida, não paciente de terceiros.

Para quem está lendo pensando em um pai ou uma mãe

A procura por familiares é muito comum e é legítima. Vale só um cuidado: a decisão de fazer terapia precisa ser dela, não sua. Levar alguém contra a vontade costuma render uma sessão e nenhuma continuidade. Apresente como possibilidade, não como encaminhamento.

Sobre memória e cognição

Se a queixa principal envolve perda de memória, desorientação ou mudança importante de comportamento, o primeiro passo é a avaliação médica — geriatra ou neurologista. A psicoterapia pode caminhar junto, mas não substitui essa investigação.

Dúvidas frequentes

Tem idade máxima para começar terapia?

Não. Não existe idade a partir da qual deixe de fazer sentido elaborar a própria história, entender as próprias relações ou falar sobre o que se viveu. A ideia de que terapia é coisa de gente jovem é preconceito, não critério clínico.

Meu pai diz que não precisa e que não vai falar de sentimento. E agora?

É uma resposta muito comum, especialmente em gerações que aprenderam que falar disso é fraqueza. Forçar raramente funciona. O que costuma abrir caminho é apresentar como conversa, sem rótulo, e deixar a decisão com ele. Se ele aceitar experimentar uma vez, sem compromisso, já é um começo — e é assim que trabalho.

A terapia funciona online para quem tem pouca familiaridade com tecnologia?

Funciona, com um ajuste simples: um familiar ajuda a abrir a chamada e sai da sala antes de a sessão começar. O que não pode faltar é a privacidade — se não houver um cômodo onde a pessoa possa falar sem ser ouvida, o presencial é mais indicado.

Você atende em domicílio ou em instituições de longa permanência?

Meu atendimento clínico é no consultório em Ribeirão Preto ou online. Para contextos institucionais, minha atuação tem sido em outro formato — grupos, oficinas, rodas de conversa e palestras, como no Programa Bem Viver da Prefeitura de Ribeirão Preto. Se a demanda for institucional, me escreva que conversamos sobre o formato.

Conteúdo informativo escrito por Laiane Paula Andreoleti (CRP 06/167219). Não substitui avaliação individual, diagnóstico ou tratamento. Em situações de urgência, procure o CAPS da sua região, o SAMU (192) ou o CVV (188, 24 horas, ligação gratuita).

Há coisas que só se consegue dizer para quem não vai se assustar.

Nem filho, nem amigo, nem médico. Às vezes é preciso um lugar só para isso.

Falar sobre atendimento

Em caso de emergência psiquiátrica, procure o CAPS mais próximo, o SAMU (192) ou o CVV (188, 24h, ligação gratuita).